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Benefícios da meditação na pele

De todos os recursos utilizados para neutralizar o estresse, o mais importante, pelos seus efeitos, que vão além do simples relaxamento e se refletem na mente e no próprio tipo de vida da pessoa, é a meditação.

Muito praticada no Oriente, de onde é originária, somente a partir da década de 60 passou a receber a atenção de cientistas ocidentais em virtude da popularização da meditação transcendental, divulgada por Maharishi Mahesh Yogi, nos Estados Unidos.

A comprovação de sua efetividade fez com que passasse a ser testada em diversas situações clínicas e se revelasse um meio auxiliar para tratamentos. Essa, porém, não é sua finalidade.

O que é meditação

Em sua origem, meditação é uma prática espiritual. Ela leva ao autodescobrimento, à renovação espiritual, à paz interior e ao equilíbrio entre os diversos níveis do ser humano. Tem, portanto, um efeito basicamente preventivo. É praticada não para curar algum estado gerado por desequilíbrio, mas para evitar que ele se forme, cultivando a harmonia geral. No Oriente, onde o foco da atenção é a saúde, como condição natural do indivíduo, a meditação é praticada há milênios. Ela faz parte de sistemas tão antigos como a medicina ayurvédica e o yoga.

No Ocidente, que até agora tem colocado em primeiro plano a doença e seu tratamento, a atenção ao potencial da meditação voltou-se para a possibilidade de curar estados mórbidos.

Hoje, é fora de dúvida que ela pode desempenhar papel auxiliar em tratamentos alopáticos e, eventualmente, ter uma função decisiva. Em algumas especialidades, como a cardiologia, o número de médicos que a vêm empregando é crescente, em vista dos resultados favoráveis no controle de certos problemas de saúde, como a hipertensão.

Efeitos da meditação nas funções orgânicas

Os primeiros trabalhos a respeito dos efeitos da meditação no organismo começaram a ser publicados a partir de 1970 e revelaram primeiramente que ela produz uma diminuição no ritmo metabólico e no ritmo respiratório, sincronia nas ondas cerebrais registradas pelo eletrencefalograma, sincronia na atividade elétrica dos hemisférios cerebrais, diminuição da tensão arterial e do nível de lactato no sangue.

No desempenho intelectual e no comportamento comprovaram-se a diminuição da ansiedade, aumento na autoestima, na espontaneidade, no auto-respeito, na capacidade para o contato interpessoal, na auto-realização, na capacidade de percepção, no desempenho acadêmico e um tempo mais curto de recuperação de estresses.

De modo geral, a meditação provê a pessoa de mais elevado nível de consciência e, conseqüentemente, de maior autocontrole. Pelo aumento da capacidade perceptual facilita as escolhas saudáveis e autoprotetoras. Assim, um meditante tem mais clareza para decidir-se por comportamentos serenos e para dispor-se a uma vida de melhor qualidade por meio de exercícios, de dieta natural, de cultivo de lazer, de melhor divisão e emprego de seu tempo.

Esses efeitos são exatamente o contrário do que o estresse provoca. A sensação de paz interior e a auto-satisfação trazidas pela meditação mudam a bioquímica do organismo pela produção das substâncias do relaxamento, das quais as endorfinas são as mais conhecidas. Em conseqüência, o sistema imunitário funciona em melhores condições, como diversos trabalhos científicos têm verificado.

Por esses resultados, a meditação passou a ser tida como um recurso antiestresse. Ela efetivamente é, mas convém entender que a neutralização do estresse deriva de a meditação atuar em nível muito superior ao do corpo físico, sendo, portanto, a tranqüilidade uma conseqüência da elevação do nível de consciência.

Benefícios para a pele

Observações científicas mostraram que a pele tem sua resistência aumentada em virtude do estado de calma causado pela meditação. Em estado de tensão, como já foi visto, aumenta a atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas da pele, deixando sua superfície úmida e, portanto, oferecendo menos resistência à passagem de corrente elétrica. No estado de tranqüilidade, a produção de suor e gordura se normaliza e a pele volta a ter resistência.

Existe também uma flutuação espontânea de corrente elétrica na pele, que é modificada pela meditação. As pessoas comuns produzem cerca de 34 flutuações de mais de 100 ohms por período de repouso de dez minutos. Em pesquisa científica, os meditantes produziram menos de dez flutuações no mesmo período.

Isso indica que há uma tendência à estabilidade autônoma nas pessoas que praticam regularmente a meditação e assegura uma recuperação mais rápida na adaptação a um estresse repentino. Os não meditantes levam mais tempo para se recuperar de um estresse, o que faz com que o desequilíbrio produzido por um fato se junte ao produzido pelo fato seguinte e assim sucessivamente, deixando-os cada vez com menos defesa.

A prática da meditação

Existem muitos tipos de meditação. Todos eles levam ao mesmo efeito final, talvez alguns com mais rapidez que outros. Isso depende de cada pessoa.

Para sua prática a meditação não exige nada mais do que um local tranqüilo, onde a pessoa se sinta bem, e alguns minutos de sossego, quando o meditante possa permanecer sem interrupção. A recomendação geral é que sejam feitos dois períodos de meditação diários, cada um com dez, quinze, vinte ou trinta minutos de duração, mas que sejam regulares. Os efeitos benéficos poderão ser sentidos em poucos dias de prática e vão acentuando-se com a repetição. Depois de senti-los, o praticante passará a ter a meditação como parte natural de sua rotina diária. Assim como deve praticar exercícios para cuidar do corpo físico, deve praticar meditação para cuidar da mente.

Existem muitos centros de ensino de meditação. Convém buscar um desses centros e ter um instrutor para aprender a orientar a mente e realizar a meditação corretamente, de modo que seus benefícios sejam logo percebidos.

Com sua prática diária, a pessoa estará cuidando de sua pele, que ficará livre de estresse, de toda sua saúde física e estará obtendo melhor desempenho em toda sua vida e aumentando sua autoconsciência e desenvolvendo seu espírito.

Colaboração: Dr. Roberto Azambuja – Dermatologista

 

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