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Afta, úlcera aftosa, estomatite aftosa

O que é afta?

A afta (úlcera aftosa, estomatite aftosa) é uma ferida arredondada ou oval que se forma em locais como a parte interna dos lábios, a bochecha ou a parte de baixo da língua.

Apesar de representar um problema de menor importância, quando as aftas aparecem de forma recorrente, provocam bastante incômodo e podem estar associadas com outros problemas de saúde.



A afta pode afetar qualquer pessoa. Estima-se que 20% da população tenha tido uma ou mais aftas, pelo menos ocasionalmente. É mais comum aparecer inicialmente nas crianças e adolescentes. Acomete as mulheres com mais frequência do que os homens.

O que causa a afta?

A razão exata de porque uma afta se desenvolve ainda não é totalmente conhecida. Aproximadamente 40% das pessoas que tem aftas possuem um histórico familiar da doença.

Uma teoria corrente é que ocorra um distúrbio do sistema imune, devido a algum fator externo, levando a uma reação anormal contra uma proteína do tecido da mucosa bucal.

Alguns fatores parecem ter ação desencadeadora do surgimento da afta:

  • Estresse emocional
  • Poucas horas de sono
  • Traumas locais, como mordedura dos lábios, língua ou bochechas
  • Deficiências nutricionais, particularmente de vitamina B, ferro e ácido fólico
  • Ingestão de certos alimentos, como abacaxi, frutas cítricas, chocolate, frutas secas
  • Alguns tipos de pastas de dente
  • Período menstrual
  • Uso de medicamentos
  • Infecções virais

Outras doenças podem ser a causa de úlceras na boca e devem ser diferenciadas da afta, como o herpes simples, a herpangina, o eritema multiforme e o eritema fixo.

Manifestações clínicas da afta

A afta usualmente começa como um ponto amarelado e pouco elevado, rodeado por um halo vermelho. A parte central evolui para uma ferida ulcerada, de formato arredondado ou ovalado, coberta por uma camada branca, amarela ou cinzenta e contorno avermelhado. A mucosa ao redor da lesão é de aspecto normal.

afta

Imagem gentilmente cedida por atlasdermatologico.com.br

Geralmente é dolorosa ao toque ou ao contato com alimentos ácidos. Em algumas pessoas, a dor pode ser muito intensa, dificultando a alimentação.

Pode aparecer como uma afta apenas ou se apresentar como múltiplas lesões, agrupadas em um local da boca ou espalhadas.

As aftas são classificadas em 3 tipos:

  • Afta minor ou menor: 80% dos casos. As lesões são pequenas, com menos de 1cm de diâmetro e cicatrizam espontaneamente em 1 a 2 semanas sem deixar marcas.
  • Afta major ou maior: 10% dos casos. As lesões tem 1cm ou mais, são mais profundas e persistentes, podendo levar várias semanas para se curar, deixando cicatriz no local.
  • Herpetiforme: 10% dos casos. Formam-se múltiplas e pequeninas lesões (até 3mm de diâmetro), agrupadas, que podem unir-se formando uma úlcera de maior tamanho. Costumam cicatrizar em cerca de 1 mês.

Tratamento

Não existe um tratamento que elimine definitivamente as aftas. As aftas minor se curam espontaneamente em 1 a 2 semanas, não havendo necessidade de tratamento. A finalidade nestes casos é diminuir a dor e o desconforto provocado pelas lesões e facilitar a cicatrização.



Entre as medidas gerais que podem ser instituídas, estão incluídas:

  • Aplicação de pastas em orobase que formam uma barreira sobre a afta impedindo a irritação por alimentos ou diminuindo o processo inflamatório quando contém corticosteróides na sua fórmula
  • Cauterização superficial realizada por profissional habilitado (dermatologista ou dentista) com substâncias cáusticas
  • Pastilhas com anestésicos (benzocaína) para diminuir a dor
  • Enxaguantes bucais antibacterianos para evitar a contaminação secundária das feridas
  • Evitar alimentos ácidos, frutas cítricas e outras substâncias que agravem os sintomas

Nos casos severos, medicações de uso sistêmico com ação anti-inflamatória podem ser necessárias, devendo ser indicadas de acordo com cada caso por um médico dermatologista ou especializado em patologia oral. Entre os medicamentos utilizados estão a tetraciclina, doxiciclina, dapsona, colchicina, corticosteróides e imunossupressores.

 

Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima – Dermatologista

 

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