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Queilite actínica ou queilite solar

O que é?

A queilite actínica ou queilite solar é uma alteração do vermelhão do lábio inferior que ocorre como consequência da exposição crônica ao sol.

A queilite actínica afeta principalmente adultos de pele clara que vivem em áreas ensolaradas. Atinge com mais frequência quem trabalha ao ar livre. É três vezes mais comum em homens do que em mulheres.



A radiação ultravioleta é a responsável pelo surgimento do quadro. Pacientes com queilite actínica geralmente relatam ter sofrido queimaduras labiais ao longo da vida.

Eles também costumam apresentar ceratoses actínicas nas áreas da pele que ficam expostas ao sol, como a face, couro cabeludo, orelhas, dorso dos braços e das mãos.

Manifestações clínicas da queilite actínica

A doença afeta o lábio inferior na grande maioria dos casos, provocando ressecamento, afinamento e fragilidade da pele do lábio, com formação de pontos espessados e áreas com descamação.

O vermelhão do lábio pode apresentar áreas amareladas, descoloradas ou pigmentadas. Placas espessadas e esbranquiçadas, chamadas de leucoplasia (foto abaixo) também podem estar presentes.

queilite actínica

Outras características encontradas são: inchaço, vermelhidão, dor, fissuras, feridas e formação de crostas. Em alguns casos, ocorre perda da linha de demarcação entre o vermelhão do lábio e a pele.

Complicações

A queilite actínica é considerada uma condição pré-maligna que pode evoluir para o surgimento de um carcinoma intraepidérmico (Doença de Bowen) ou para um carcinoma espinocelular.

Deve-se suspeitar de um carcinoma espinocelular se houver o surgimento de ferida que não cicatriza ou formação de lesão tumoral levando ao aumento de volume e endurecimento do lábio.

O câncer de lábio é mais frequente em fumantes do que em não-fumantes.

Como é feito o diagnóstico?

Em geral, o diagnóstico é feito pelo exame clínico e uma biópsia pode ser realizada se houver suspeita de evolução para câncer do lábio ou de outras causas gerando o quadro.

Tratamento

Pacientes que apresentam queilite actínica devem diminuir a exposição do lábio ao sol.  É fundamental usar protetores labiais com FPS 30 ou maior diariamente e usar boné ou chapéu com aba que proteja a boca sempre que estiverem em ambientes expostos à luz solar.

A hidratação labial também é importante para melhorar a qualidade da pele do lábio.  Deve-se evitar umedecer os lábios com saliva, hábito que leva a um ressecamento ainda maior pela irritação que a saliva provoca na pele já danificada.



Se houver a presença de lesões espessadas ou leucoplasias, estas podem ser tratadas por cauterização química, criocirurgia, eletrocoagulação ou mesmo retirada cirúrgica das lesões. O laser ablativo também é uma opção de tratamento.

O não tratamento e a continuação da exposição ao sol aumentam o risco do surgimento do carcinoma espinocelular de lábio, doença que pode ser letal.

 

 

Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima – Dermatologista

 

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