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Sarcoidose

O que é?

A sarcoidose é uma doença inflamatória, de causa desconhecida. Afeta principalmente pessoas adultas, com preferência pelo sexo feminino e provoca lesões na pele e outros órgãos, como pulmões, linfonodos (gânglios), fígado, baço, olhos e ossos.

É doença rara e parece haver uma predisposição familiar.  Também é conhecida como lupus pérnio.

Manifestações clínicas da sarcoidose

As lesões cutâneas podem se manifestar de formas diferentes. A confirmação do diagnóstico deve ser feita através do exame de uma biópsia da pele afetada ao microscópio (exame histopatológico).

Nas formas agudas da doença, pode ocorrer a formação de nódulos inflamatórios acompanhados por febre e dor articular. É mais frequente em mulheres jovens.

Em outra forma clínica, as lesões cutâneas formam placas elevadas e avermelhadas (foto abaixo), de tamanhos variados, cuja localização mais frequente é a face.

sarcoidose

Sarcoidose

Uma das manifestações mais frequentes recebe o nome de Lupus pérnio, e se apresenta como infiltração localizada nas regiões centrais da face, de coloração vermelho-violácea.

A sarcoidose também pode se apresentar formando placas avermelhadas, anulares (formato de anel) com as bordas elevadas e centro atrófico (deprimido) ou pela formação de nódulos subcutâneos recobertos por pele de aspecto normal.

Uma característica que também pode ocorrer é a infiltração de cicatrizes antigas, que se tornam elevadas e avermelhadas.

Além da pele, a sarcoidose atinge outros órgãos, sendo o pulmão um dos mais afetados, onde a doença provoca infiltração dos gânglios e do tecido pulmonar, podendo evoluir para fibrose pulmonar, com dificuldades respiratórias e cardiovasculares.

A doença provoca também o aumento do fígado e do baço, inflamação ocular (uveíte) e alterações ósseas (dedos em salsicha) e articulares.

Tratamento

O tratamento das lesões cutâneas da sarcoidose pode ser feito com o uso de corticosteróides tópicos (cremes e pomadas) ou através da infiltração de corticóide injetável nas lesões.

Quadros mais graves, ou com comprometimento de outros órgãos, necessitam de tratamento sistêmico com corticosteróides ou outras substâncias como a oxifenilbutazona, a cloroquina ou drogas imunossupressoras.

 

Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima – Dermatologista

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