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Melanose solar (mancha senil)

O que é?

Você, com certeza, já deve ter ouvido alguém falar em “mancha senil”, cujo nome correto é melanose solar. Elas são popularmente chamadas assim porque costumam aparecer em pessoas com idade mais avançada.

Na verdade, estas manchas não são provocadas pela idade e sim pelo dano causado à pele pelo sol ao longo dos anos.  Este dano induz ao aumento do número de melanócitos (célula que produz o pigmento que dá cor à pele) e da sua atividade, produzindo mais melanina e escurecendo a pele.  Como o resultado da ação do sol só vai aparecer com o passar do tempo, as melanoses solares são mais comuns em pessoas de idade. Daí o nome “mancha senil”.

É fácil comprovar que a mancha senil é, na verdade, uma mancha solar. Basta olhar a pele da região das axilas ou a parte interna dos braços, que ficam protegidas do sol, e ver que, apesar de terem a “mesma idade” que a pele afetada pela melanose solar, ali não se encontram as manchas.

Manifestações clínicas da melanose solar

As melanoses solares são manchas escuras, de coloração castanho a marrom, geralmente pequeninas mas que podem chegar a alguns centímetros de tamanho. Elas surgem apenas nas áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. São mais frequentes em pessoas de pele clara.

melanose solar

Melanoses solares no dorso da mão

Tratamento

O ideal é a prevenção do surgimento das manchas, que deve ser feita através do uso de proteção solar nas áreas continuamente expostas ao sol, onde as manchas se manifestam. Não é apenas o sol da praia ou piscina, mas também o sol do dia a dia, que paulatinamente vai danificando as células que, no futuro, vão sofrer alterações e dar origem às manchas.

O tratamento pode ser feito de várias maneiras, como a cauterização química, a criocirurgia, a dermoabrasão, os peelings químicos e o uso da luz intensa pulsada. Os resultados costumam ser bons, desde que a técnica seja empregada de forma adequada. O exagero na aplicação pode deixar manchas claras ou até mesmo cicatrizes residuais. O profissional treinado para estes tratamentos é o médico dermatologista.

 

Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima – Dermatologista

 

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