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Bioplastia exige cautela
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizará de 15 a 17 de junho, no Rio de Janeiro, o II Simpósio Nacional de Cosmiatria da SBD. Na programação estão incluídas palestras sobre rejuvenescimento, celulite, flacidez, peelings, toxina botulínica, preenchimento, o uso combinado dessas técnicas e a correção de resultados insatisfatórios.
Polêmica no meio médico, a bioplastia será abordada pela Dra. Ana Maria Pinheiro (DF), do Departamento de Cosmiatria da SBD. A especialista falará sobre as complicações que o uso indevido da técnica pode causar.
CFM alerta sobre a "plástica sem cortes"
A bioplastia vem sendo apresentada como um método que garante “plástica sem cortes”. A técnica é realizada com aplicações de polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância não-absorvível pelo corpo e definitiva. Recentemente, ela passou a ser indicada em tratamentos estéticos, mas a Anvisa permite seu uso apenas em seringas de 1ml para a correção de pequenos defeitos.
Na palestra “Dicas pessoais na aplicação de preenchedores”, a Dra. Ana Pinheiro apresentará casos de pacientes que tiveram complicações com a bioplastia, como uma necrose após a aplicação no nariz. - Existe o risco de necroses e aparecimento de nódulos endurecidos e de difícil retirada – diz a Dra. Ana Pinheiro, uma das coordenadoras do evento.
O Conselho Federal de Medicina divulgou recentemente um alerta sobre a bioplastia. Segundo o comunicado, “Não há estudos sobre o comportamento a longo prazo desse produto usado no corpo humano para preenchimentos, principalmente em grandes volumes e intramuscular. É preocupante a constatação de que não-médicos aventuram-se de maneira irresponsável em procedimentos invasivos de preenchimentos, expondo pacientes a riscos inaceitáveis”.
Uso limitado a seringas de 1ml
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que os pacientes não façam uso de técnicas ainda sem comprovação científica, pois as complicações podem aparecer somente anos depois.
A utilização do PMMA é conhecida na medicina desde os anos 50, em próteses de quadril e posteriormente em implantes intra-oculares. Mas para tratamentos estéticos, a Anvisa limita às concentrações de 2, 10 e 30%, em seringas de 1ml. A utilização da substância em glúteos, por exemplo, necessita de uma quantidade até 500 vezes maior do que o recomendado. Isso representa um risco incalculável para o paciente.
Fonte: Assessoria de Imprensa da SBD (02/06/2006).
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