Sucesso contra o câncer

Vacina combate o melanoma e câncer de rim

Desenvolvida por pesquisadores brasileiros, a primeira vacina terapêutica brasileira para tratamento de pacientes com melanoma e câncer de rim já está sendo usada no combate à doença. A vacina permite deter a expansão destes tumores em 80% dos portadores do mal.

O tratamento melhorou a qualidade de vida de pacientes que já tinham a doença espalhada pelo organismo. "A sobrevida deles, em alguns casos, passou de 6 para mais de 22 meses. O mais importante é que os pacientes puderam voltar a ter uma vida normal", afirma o imunologista José Alexandre Barbuto, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).

Além de pesquisadores da USP, participaram do estudo profissionais do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, durante 10 anos. Os testes começaram a ser realizados em 2001 com mais de 100 doentes em estado terminal. "Foram escolhidos o melanoma e o câncer de rim porque são considerados de alto risco e a quimioterapia é pouco eficiente no combate, com menos de 20% de eficácia", explica Barbuto.

Sistema imune é ativado para combater a doença

A vacina é composta por aproximadamente 10 mil células dendríticas - responsáveis por avisar o sistema imunológico sobre a existência de perigo - e outras 10 mil células do tumor. Os dois tipos se fundem e formam as células do medicamento, que ativam o sistema de defesa do organismo do paciente para que ele reconheça o tumor como inimigo e parta para o contra-ataque.

Cada dose custa R$3.500 e é produzida de forma individual. Seus efeitos colaterais são febre e vermelhidão no local da aplicação. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a vacina como procedimento de auxílio no tratamento destes tumores.

Saiba mais sobre o melanoma.

Fonte: Jornal O Dia - RJ.

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