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| Meu dermatologista pediu uma biópsia Apareceu uma lesão na sua pele e você procurou um dermatologista para se consultar. Após colher a sua história e examiná-lo atentamente, ele achou melhor realizar uma biópsia da lesão. Imediatamente, surgiram algumas perguntas na sua cabeça. Por que ele pediu isso? Devo me preocupar? O fato do médico pedir a biópsia significa que é algo mais grave? Não é preciso se preocupar, pois o pedido de uma biópsia não é sinônimo de gravidade da lesão. Nas linhas abaixo, você vai entender porque. Para que serve a biópsia A biópsia serve para se obter um fragmento da pele para ser examinado no microscópio. O pequeno pedaço de pele que foi retirado será inserido em um bloco de parafina e cortado em finíssimas fatias que são coradas por pigmentos que melhoram a sua visualização e coladas em uma lâmina de vidro. Feito isso, a biópsia está pronta para ser submetida ao exame histopatológico, no qual um médico examinará em um microscópio as características da pele não visíveis a olho nu, como a disposição das camadas da pele e tipos de células presentes, entre outras características. Por que este exame é necessário Existem algumas razões possíveis para o seu dermatologista ter pedido uma biópsia. Uma delas é o fato de que várias doenças da pele tem as mesmas características clínicas e, algumas vezes, pode ser difícil diferenciar entre uma e outra. O exame histopatológico pode ajudar nesta diferenciação e, consequentemente, na indicação do tratamento correto. Outra razão é que o exame pode ajudar ao seu dermatologista a saber como está, por debaixo da pele, a doença que ele já diagnosticou na superfície. Neste caso, o exame será importante para a definição do tratamento que será realizado, como, por exemplo, na definição das margens de segurança que devem ser utilizadas durante a cirurgia para a retirada de um tumor. Isso evita cirurgias amplas desnecessárias ou a realização de novas cirurgias devido à lesão não ter sido totalmente removida. Um terceiro motivo é que você pode apresentar uma lesão cujas história evolutiva e características clínicas não se encaixam com nenhuma doença e não permitem um diagnóstico clínico. Nestes casos, o exame histopatológico pode ajudar a definir o diagnóstico. Mas nem sempre o resultado conclusivo Vale ressaltar que o laudo do exame pode não ser conclusivo mas sempre contribui para uma melhor compreensão da doença, fornecendo dados que, somados à história e ao quadro clínico do paciente, podem ser fundamentais para o diagnóstico de casos mais complexos. Veja o passo a passo de como é realizada uma biópsia. Veja também
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