Herpes genital 3
Como o herpes afeta a saúde em geral
A primeira infecção pelo
herpes genital pode ser grave e cursar com sintomas gerais, semelhantes aos
de uma gripe. Estes sintomas, associados à dor e ao desconforto das lesões,
podem resultar em uma sensação de esgotamento. O quadro melhora
com a cura das bolhas.
Relacionamentos: como contar?
É conveniente estar bem informado
sobre a doença antes de contar ao parceiro ou parceira que você
apresenta este problema. A maioria das pessoas reage positivamente diante da
notícia e aprecia e respeita a sua honestidade. As pessoas que optam
por não contar ao parceiro sexual correm o risco de viver com medo, culpa
e segredo. Conviver com uma mentira pode ser complicado, principalmente quando
os surtos ocorrem com maior frequência.
Quando ambos os parceiros compreendem
perfeitamente quais são as chances de transmissão, pode-se decidir
em comum acordo pela utilização ou não de preservativos.
Durante um episódio da doença, também pode-se considerar
formas não genitais de contato sexual.
Para as pessoas que apresentam reativações
muito frequentes, comprometendo o padrão de relações sexuais,
o tratamento antiviral pode ajudar a proporcionar uma vida sexual com menos
incômodos.
Fertilidade e gravidez
O herpes genital não é
hereditário e o vírus não afeta a fertilidade nem é
transmitido pelo esperma do homem ou pelo óvulo da mulher.
As mulheres com herpes genital podem
ter uma gravidez segura e um parto vaginal normal. Quando a mãe já
tem história de herpes genital, ela terá anticorpos circulantes
no sangue que protegerão o bebê durante a gravidez e o parto.
Existem apenas 2 situações
em que o feto pode correr riscos:
- um episódio inicial de herpes
genital grave durante os primeiros 3 meses de gravidez, que pode ocasionar um
aborto espontâneo, o que é muito raro e pode ocorrer com outros
tipos de infecção viral.
- um episódio inicial nos 3 últimos
meses de gravidez, devido ao grande número de vírus presentes
e tempo insuficiente para que a mãe produza anticorpos para proteger
o feto, podendo a doença ser transmitida ao feto, provocando o herpes
neonatal.
Mulheres grávidas sem histórico
de herpes genital e cujo parceiro tem a doença, devem usar preservativos
durante toda a gravidez para evitar adquirir a doença neste período.
Se o parceiro tem história de herpes na área da face, deve ser
evitado também o sexo oral.
Pais e filhos
O herpes genital, em qualquer um dos
pais, em geral não afeta os filhos e existe pouco risco de transmissão
desde que se tenha hábitos normais de higiene.
No entanto, os pais devem estar cientes
de que o vírus do herpes pode ser transmitido pelas lesões orais
através do beijo podendo causar infecção grave e disseminada
no recém-nascido.
Tratamento
Não existe ainda uma forma de
se eliminar definitivamente o vírus do herpes genital, mas existem tratamentos
que oferecem alívio eficaz dos sintomas e controle da doença.
Os medicamentos de uso local, ajudam
a diminuir a inflamação e a acelerar a cicatrização
das lesões, assim como a evitar a contaminação secundária
por bactérias.
A terapia antiviral, que consiste no
uso de medicamentos por via oral, impede a replicação do vírus
no organismo. O tratamento pode
encurtar a duração de um episódio de herpes, devendo ser
instituído assim que surgirem os primeiros sintomas, para melhorar a
sua eficácia.
Em pacientes com reativações
muito frequentes, o tratamento pode ser utilizado de forma supressiva. O paciente
toma o medicamento diariamente para reduzir a frequência ou evitar os
episódios de reativação. No entanto, nestes casos, é
necessário o seu uso contínuo pois, interrompido o tratamento,
nada impede que a pessoa volte a ter novas reativações do herpes.
Vale ressaltar que se o estresse estiver
atuando como fator desencadeante do herpes, medidas que possam combatê-lo
vão ajudar a controlar as reativações. Manter uma vida
saudável, melhora a saúde como um todo, aumentando a defesa orgânica
e ajudando também a controlar a doença. Vale a pena ler o artigo
sobre herpes simples e estresse.
Veja também...
|