| Bronzeamento artificial
Câmaras de bronzeamento: opção
de risco
Afinal de contas qual a verdade sobre as câmaras de bronzeamento?
Quem oferece o serviço diz que como as pessoas não
ficam vermelhas após o bronzeamento artificial, ele não
faz mal. Os dermatologistas afirmam: o bronzeamento artificial predispõe
ao câncer da pele e ao envelhecimento cutâneo. Em quem
acreditar?
Nos dermatologistas. As câmaras são uma fonte de radiação
ultravioleta A (UVA) mais potente que o sol e o UVA é o principal
responsável pelo envelhecimento da pele além de também
predispor ao câncer. O UVA penetra profundamente na pele alterando
fibras elásticas e colágenas, provocando rugas, perda
da elasticidade e manchas.
Mas por quê as pessoas não ficam vermelhas após
as sessões, isto não seria um argumento a favor? Não
ficam porque o responsável pela vermelhidão da pele
é a fração B da radiação ultravioleta
(UVB), principal agente causador do câncer da pele, cuja presença
nas câmaras de bronzeamento é menor. O fato da pele
não ficar vermelha não significa que ela não
esteja sendo danificada e, este dano, só vai aparecer daí
a alguns anos.
Portanto, as pessoas que hoje buscam as camas bronzeadoras por
motivos estéticos, na verdade estão provocando o envelhecimento
precoce da pele e em breve pagarão o caro preço do
fotoenvelhecimento, com surgimento das lesões características
da pele envelhecida, prejudicando a sua aparência futura e
predispondo-se ao surgimento do câncer da pele.
Procedimento é regulamentado em SP desde dezembro de 2000.
Veja
aqui.
Auto-bronzeadores: opção segura
Os auto-bronzeadores, são cremes ou locões com dihidroxiacetona,
substância que provoca uma reação química
na pele, escurecendo-a. Esta reação provoca a pigmentação
da camada mais externa da pele (camada córnea), dando uma
cor semelhante à do bronzeamento. Os produtos não
estimulam a produção da melanina, pigmento que dá
a cor natural da pele portanto, na verdade, não estão
bronzeando, apenas tingindo a camada córnea.
Não causam mal algum, a não ser naqueles que tenham
alergia ao produto. O inconveniente é que, em algumas pessoas,
a coloração resultante não fica muito natural,
por isso recomenda-se experimentar o produto em uma pequena parte
da pele para ver se a cor fica boa e aí então aplicar
no resto do corpo.
O produto deve ser reaplicado em intervalos que variam de 2 a 5
dias para se manter a cor, e são uma boa opção
para aqueles que não dispensam uma "corzinha" no
verão mas querem manter a pele saudável. Se for usar
na face, preferir aqueles que indiquem ser livres de óleo
(oil free), para evitar o surgimento de cravos e espinhas.
Os auto-bronzeadores não devem, entretanto, ser confundidos
com protetores solares, a não ser que possuam a indicação
de que possuem filtros solares associados ao produto e com FPS maior
ou igual a 15.
Colaboração: Dr.
Roberto Barbosa Lima - Dermatologista
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