| Implante de fibroblastos
Um novo procedimento está sendo utilizado para se obter
o rejuvenescimento cutâneo. A partir do desenvolvimento de
uma técnica de cultivo de células da pele para o tratamento
de queimados, surgiu a idéia de fazer o mesmo para o rejuvenescimento,
cultivando-se os fibroblastos para posterior implantação.
Os fibroblastos são células presentes na segunda
camada da pele, a derme, e são responsáveis pela produção
de colágeno e da substância que envolve estas fibras
(matriz extracelular), fundamentais para qualidade da pele.
Como é feito o tratamento?
O
processo é baseado na coleta de um fragmento de pele através
de uma biópsia. A retirada deve ser realizada preferencialmente
de uma área do corpo que não tenha sido muito exposta
ao sol, como o couro cabeludo da região atrás da cabeça.
Este material é enviado ao laboratório, onde os fibroblastos
são separados das outras células da pele e tratados
com fatores de crescimento, que estimulam a sua multiplicação.
Depois de algumas semanas, os fibroblastos cultivados são
acondicionados em seringas, prontas para a aplicação.
Após anestesia tópica (cremes anestésicos),
o material é injetado na segunda camada da pele, a derme.
São utilizadas seringas de 1ml, com agulha fina e a quantidade
a ser injetada vai depender da necessidade de cada paciente
Resultado vai aparecer com o tempo
Em geral, são realizadas 3 sessões de tratamento,
com intervalos de 15 a 30 dias entre cada. O resultado não
é imediato, já que não se trata de um preenchimento
e sim de uma estimulação celular. As células
injetadas vão se integrar à pele e começar
um processo de restauração da derme, produzindo colágeno
e substâncias da matriz extracelular.
O resultado é a melhora da qualidade da pele, decorrente
da regeneração tecidual, que tem efeito rejuvenescedor
e se mostrará perceptível algumas semanas depois da
última sessão. Estudos realizados demonstraram uma
permanência do grau de correção em torno de
70% em 12 meses e de 65% em 36 a 48 meses.
Efeitos colaterais
Nos primeiros dias que se seguem à aplicação,
podem ocorrer edema (inchaço) e vermelhidão da pele,
assim como equimoses (manchas roxas) derivadas das inúmeras
injeções necessárias para a realização
do procedimento.
Como são as células do próprio indivíduo
que são utilizadas no tratamento, não ocorre rejeição
ou reações alérgicas ao material injetado,
o que torna o procedimento bastante seguro.
Células podem ser congeladas para uso
no futuro
As células da pele retirada durante uma pequena cirurgia
cutânea, ou devido à uma cirurgia plástica,
podem ser criopreservadas (congeladas) para uso no futuro em tratamentos
de rejuvenescimento e/ou regeneração tecidual, por
tempo indeterminado.
As células obtidas a partir do fragmento de pele ficarão
armazenadas com a idade e funções da época
em que foram coletadas e congeladas, sendo que, quanto mais jovens
forem, maior a capacidade de multiplicação e, consequentemente,
melhores os resultados.
Portanto, quem quiser guardar células mais jovens para utilizar
no futuro, já pode fazer a coleta hoje, congelar as células
tratadas e utilizar anos depois.
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