| Laser capilar: efeito colateral
vira tratamento para calvície
Há mais ou menos 10 anos, quando surgiram os primeiros equipamentos
a laser para a eliminação definitiva de pêlos,
vimos uma grande revolução nesta área. Aqueles
pêlos indesejáveis eram eliminados, proporcionando
uma melhora tanto da aparência estética, como no incômodo
das pessoas de terem que se depilar frequentemente.
Como tudo não são flores, raros efeitos adversos
ocorriam, como queimaduras e manchas residuais, mas um deles chamou
a atenção dos pesquisadores nesta área: um
aumento do número de pêlos na região em volta
da área tratada. Esse efeito colateral inicialmente não
entendido, pode ser hoje, a solução para milhares
de pessoas que sofrem de queda de cabelo.
Bioestimulação: tratamento da
queda de cabelos
O nome para esse fenômeno chama-se bioestimulação,
ou seja, a energia gerada pelo laser para destruir os pêlos,
chega em baixa potência nos tecidos vizinhos da área
tratada. Acredita-se que esta baixa energia quando chega ao bulge,
uma estrututa situada na haste do pêlo, riquíssima
em células tronco, causa uma estimulação destas
células, proporcionando um engrossamento dos pêlos
pré-existentes.
A partir deste fato, entram no mercado, lasers de baixa potência
, com comprimento de onda suficiente para atingir esta região
do pêlo, visando tratar vários aspectos da queda de
cabelo. Ele deve ser introduzido quando a queda está ainda
na fase inicial, no momento da minituarização do pêlo,
já que esta técnica não devolve os cabelos
que caíram há muito tempo, pois os folículos
pilosos nesta fase, já estão destruídos.
As melhores indicações são: pessoas que tem
história familiar de calvície ou de pouco cabelo,
que começaram a notar um aumento na queda; pessoas com queda
de cabelo por algum motivo de doença ou stress; aqueles que
tem notado um afinamento ou uma mudança na estrutura do pêlo.
Escurecimento dos fios brancos?
Esses aparelhos também têm potencial para serem utilizados
para escurecer os pêlos, através do mesmo estímulo
nas células troncos, que vão estimular os melanócitos
a produzir melanina, pigmento que vai dar a cor aos pêlos,
mas na prática este efeito ainda não está bem
estabelecido.
A evolução da tecnologia nos abre uma grande perspectiva
para o tratamento da calvície. Mais estudos precisam ser
feitos, mas no momento os resultados para o fortalecimento capilar
e para a recuperação dos pêlos perdidos recentemente
estão bastantes promissores.
Saiba mais sobre o
tratamento da calvície.
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