Águas-vivas: como proceder
Uma
infestação de águas-vivas, do tipo Caravela,
deixou centenas de pessoas feridas em Praia Grande, no litoral sul
de São Paulo.
A água-viva
é um animal bonito, que atrai o interesse principalmente das
crianças que, ao se aproximarem, podem ser atingidas pelos tentáculos,
que provocam as queimaduras.
Animal solta toxina
As águas-vivas
e as caravelas carregam toxinas perigosas nos seus tentáculos que,
no caso das caravelas, chegam a atingir 20 metros de comprimento. A queimadura
provoca dor intensa, do tipo ardência, como se fossem fortes agulhadas.
A pele fica vermelha,
inchada e com placas urticadas (lesões sobressalentes, lisas e avermelhadas)
e podem aparecer lesões do tipo equimose (sangue pisado). Apenas em
casos raros, ocorrem reações alérgicas, com dor de cabeça
palidez e calafrios.
Como proceder
É preciso limpar a pele atingida, porque podem haver pedaços
de tentáculos presos, que continuarão liberando toxinas nocivas,
piorando o problema. A limpeza deve ser feita com água do mar e areia
para a retirada dos tentáculos. Nunca se deve usar água doce,
pois ela agrava o problema.
É importante não aplicar nenhum produto químico nas
lesões, apenas vinagre. Casos mais intensos podem necessitar de medicamentos
analgésicos e anti-inflamatórios.
Fonte:
Diário de São Paulo (30/12/2007).
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