Auto-hemoterapia é anti-ética
e ilegal
O CREMERJ divulgou
em jornais de grande circulação, nota oficial de alerta sobre
o procedimento de auto-hemoterapia, que tem sido preconizado como método
adjuvante "para melhorar a imunidade ou para tratamento de doenças
infecciosas, neoplásicas, alérgicas e outras". O Conselho
avisa que tal técnica é anti-ética e também uma
infração sanitária.
Segundo a nota do
CREMERJ, a auto-hemoterapia não obedece às condições
estabelecidas para coleta e transfusão de sangue, colocando em risco
a vida dos pacientes, sem perspectiva de qualquer efeito benéfico.
Diz, ainda, que não há, na literatura médica, referência
a trabalho científico que comprove e recomende a utilização
desta prática.
O CREMERJ solicita
que qualquer médico ou cidadão que tome conhecimento desta prática
deve denunciar ao Conselho, para que sejam tomadas as providências cabíveis.
Eficácia e segurança não foram
comprovadas
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em
sua Nota Técnica, confirma que não existem evidências
científicas ou trabalhos que comprovem a eficácia e segurança
deste procedimento, que também não foi submetido a estudos clínicos
de eficácia e segurança, podendo causar reações
adversas, imediatas ou tardias, de gravidade imprevisível.
Na nota, a ANVISA lembra que é proibido aos médicos a utilização
de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade
científica, acrescentando que a Sociedade de Hematologia e Hemoterapia
não reconhece o procedimento de auto-hemoterapia.
Fonte:
Jornal do CREMERJ (abril/2007).
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