Clonagem
de células pode eliminar câncer da pele
Um estudo realizado num
Centro de Pesquisas do Câncer nos Estados Unidos causou alvoroço
na comunidade científica. Foram usadas células do próprio
paciente para deixá-lo livre de um melanoma de estágio 4 - a
forma mais avançada deste tumor da pele, quando o doente conta com
apenas entre 9% a 15% de sobrevida.
O câncer do americano
de 52 anos já tinha se espalhado para nódulos linfáticos
da virilha e tomado um dos pulmões. O
chefe da equipe, Cassian Yee, reconheceu que o tratamento foi capaz de eliminar
o tumor e obter uma resposta completa, sem radioterapia ou quimioterapia,
mas admite a possibilidade do câncer reaparecer no futuro.
Desde 2005, o paciente
não apresenta qualquer traço da doença, que mata cerca
de 60 mil pessoas por ano em todo o mundo.
Cientistas usaram células que tem o tumor como
alvo de ataque
Os cientistas conseguiram isolar as raras células CD4+T do sangue que
reconheciam a lesão cancerígena como alvo e estimularam o seu
crescimento. Usando técnicas de clonagem, aumentaram o seu número
para cerca de 5 bilhões de células que foram introduzidas no paciente
por meio de transfusão de sangue.
Os linfócitos
CD4+T atacam o tumor diretamente ou podem recrutar outras células do
sistema imunológico para fazer este trabalho.
Yee fez questão
de lembrar que os linfócitos não foram modificados em sua estrutura
genética e sim estimulados a crescer em grande número e acrescentou
que foi dado um pequeno passo na demostração de que o sistema
imune pode ser eficiente no combate ao melanoma.
Vantagens
A pesquisa teve dois pontos interessantes: as células sozinhas foram
eficazes na sua função de defesa e não produziram danos
colaterais.
Yee observou que antes de chamar o tratamento de revolucionário é
preciso testá-lo em outros pacientes e diz que o uso das células
CD4+T para tratar o melanoma já é feito há mais de 30
anos. A diferença
é que desta vez foi empregado um clone de um único linfócito
retirado do sangue, em vez de uma mistura de linfócitos retirada do
tumor.
Caso o método
se mostre bem sucedido em outros doentes, a expectativa é de que ele
seja usado em 25% de todos os portadores de melanoma em estágio avançado.
Veja mais sobre o melanoma.
Fonte: Correio Braziliense
- DF (20/06/2008)
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