Tratamento
do vitiligo com enxerto de raspado de pele
A técnica foi apresentada
durante o Congresso de Cirurgia Dermatológica, realizado no Rio de Janeiro,
e pode ser utilizada apenas para os casos de vitiligo estável,
ou seja, quando a doença não se apresenta em atividade, sem surgimento
de novas lesões. Ideal para os casos de vitiligo segmentar, quando a
pessoa apresenta uma ou poucas manchas que não estão crescendo
mas não desaparecem com outros tratamentos.
O tratamento é feito
da seguinte forma: é realizada uma raspagem de uma área de pele
sadia, sem manchas. O material raspado é tratado, formando uma "papa
de pele". Após realizar uma raspagem também da área
manchada, a pele raspada é colocada sobre esta área. Um curativo
especial é aplicado, fixando o enxerto de pele raspada sobre a mancha
do vitiligo. É necessário anestesia tópica das áreas
raspadas.
O objetivo é levar
melanócitos ativos (as células que produzem o pigmento da pele,
melanina) para a mancha do vitiligo, fazendo-os se incorporar à pele
do local. Uma vez incorporados, eles começam a trabalhar e produzir pigmento,
repigmentando a mancha.
Os resultados apresentados
foram bons, com uma repigmentação mais uniforme, "em névoa",
ao contrário das técnicas antigas de enxerto de pequenas fatias
de pele saudável, que produziam uma pigmentação irregular,
em confete.
Veja
também as informações sobre o uso do Laser Excimer
para o tratamento do vitiligo.
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