Quadrilha falsifica produto para
preenchimento cutâneo
A atuação de uma quadrilha
especializada em falsificar o produto Meta Crill (metacrilato), usado em implantes
para a correção de rugas e sulcos da face e para alterar o contorno
corporal, está sendo investigada pela Delegacia Antipirataria.
Com base no Rio e ramificações
em São Paulo e Espírito Santo, o grupo fabrica e vende o produto
que pode causar infecções e até necrose nos pacientes.
Monitorada há 3 meses, a quadrilha distribui o produto falsificado
em diversos estados e até no exterior.
O diretor-presidente da Nutricel,
laboratório que detém o direito de fabricação
do produto, estima em 80% a fatia do mercado nas mãos dos piratas.
"Para se ter uma idéia, nossa linha de produção
tem autonomia para fabricar 1.600 frascos de Meta Crill por hora, mas estamos
operando com menos de 20% de nossa capacidade", afirma.
O produto
O Meta Crill é um implante injetável composto de microesferas
de polimetilmetacrilato suspensas em gel mineral. Além de ser empregado
na correção de rugas e sulcos da face, o produto é usado
também para aumentar o volume dos glúteos e dos lábios.
Empregado há menos de 10 anos para estas finalidades, ainda não
são conhecidos testes sobre a reação do organismo à
substância a longo prazo. A manipulação da substância
em laboratórios ilegais aumenta o risco, pela possibilidade de contaminação
do composto.
Como se prevenir
Para não correr riscos
desnecessários, o médico deve seguir critérios mais rígidos
na compra de medicamentos, de modo a evitar a aquisição de produtos
falsificados. Um deles é evitar comprar produtos com valores muito
inferiores aos negociados no mercado, para que a economia não resulte
em problemas para os pacientes.
A compra de medicamentos deve
ser feita apenas em fornecedores credenciados, evitando sempre o mercado paralelo.
Exigir nota fiscal do laboratório também é uma medida
que deve ser adotada para escapar das falsificações. O uso de
material de qualidade diminui a chance de reação negativa nos
pacientes que receberam implantes.
Fonte:
O Globo - DF (17/01/2006).
Saiba mais sobre o preenchimento cutâneo.
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