A pele humana já pode
ser reconstruída em laboratório
Pesquisadores de Campinas
apresentaram no 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia,
o trabalho desenvolvido durante 5 anos para se obter a "reconstrução"
da pele humana em laboratório.
A técnica começa
com a retirada de um fragmento de pele de uma pessoa. Este fragmento é
tratado para a separação das células que, posteriormente,
são cultivadas em laboratório.
O processo consiste no
cultivo das células da epiderme, ceratinócitos e melanócitos,
separadamente, assim como das células responsáveis pela produção
de colágeno na derme, os fibroblastos.
Para a formação
da derme, adiciona-se colágeno bovino. Este colágeno acaba sendo
dissolvido e um novo colágeno é então produzido pelos
fibroblastos, formando a derme. A epiderme é então colocada
sobre a derme e, unidas, darão origem à nova pele.
Utilidade para queimaduras e fechamento de feridas,
sem rejeição
A pele "in vitro", como foi chamada no Congresso, será útil
para o fechamento de feridas de difícil cicatrização
e também poderá ajudar na reconstituição da pele
do grande queimado. Como o tecido retirado para cultivo é o da própria
pessoa, a pele reconstruída não provoca rejeição,
sendo aceita pelo organismo sem gerar resposta imune contra ela.
Isso é fundamental para o fechamento de feridas como, por exemplo,
as úlceras de perna que, em muitos casos, podem demorar anos para cicatrizar.
E, como as células são cultivadas, um pequeno fragmento de pele
pode dar origem continuamente a uma grande quantidade de pele nova para posterior
utilização.
Fonte:
Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 15/09/2005
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