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Proteína reduz a fibrose em feridas na pele

Cientistas descobriram, recentemente, um importante mecanismo que a pele usa para formar cicatrizes após um ferimento. Normalmente, quando a pele é ferida, células especiais - os fibroblastos - vão para o local e produzem proteínas como o colágeno, que age como um suporte para a reparação da pele.

Em um estudo publicado na revista Nature Cell Biology, pesquisadores descobriram que outra proteína, a qual chamaram de CCN1, encontrada nos locais de reparação de feridas, pode levar ao "desligamento" dos fibroblastos, evitando, assim, a formação de tecido cicatricial em excesso, que dá origem às cicatrizes hipertróficas, como a da foto abaixo.

cicatriz

Aplicação prática na prevenção de cicatrizes hipertróficas

O estudo foi realizado em ratos, nos quais os fibroblastos induzidos ao "desligamento" pela proteína CCN1 se acumularam em feridas em processo de cicatrização e ainda produziram genes contra a fibrose.

Nos ratos que tinham um defeito na produção da proteína CCN1, as cicatrizes apresentaram uma fibrose exacerbada e a aplicação tópica da proteína CCN1 nas feridas, reverteu este defeito de cicatrização, comprovando a ação da mesma contra a fibrose.

Como o estudo foi realizado apenas em animais, são ainda necessários testes em humanos, para futuras aplicações em produtos contra cicatrizes hipertróficas.

Veja também

- Quelóide: o que é, manifestações clínicas e tratamentos
- Correção de cicatrizes de acne

Fonte: Nature Cell Biology (06/01/2010).


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