O que a mente tem
a ver com a pele
A mente é algo sobre o que todas as pessoas falam, mas ninguém
sabe o que é. Existem pesquisadores que acreditam que a mente
é um produto do cérebro e buscam encontrar sua sede
nesse órgão. Outros acham que a mente existe antes
do cérebro, sendo a programadora do que se passa nele. Ambas
as correntes de pensamento têm provas razoavelmente convincentes
do que afirmam.
Seja o que for, a mente é onde se produzem os pensamentos.
A partir deles, desencadeia-se uma série de fenômenos
físicos através do cérebro, que é o
local de reconhecimento de todos os fatos que se passam no organismo.
Origem embriológica
A pele e o sistema nervoso, do qual o cérebro é o
órgão central, têm a mesma origem durante a
formação do embrião. Ambos derivam do ectoderma,
o folheto externo do embrião, que, na sua evolução,
dobra-se sobre si mesmo formando um tubo, chamado tubo neural. A
parte que fica por fora vai formar a pele e a parte interna vai
desenvolver o sistema nervoso.
Portanto, desde o início, a pele está em ligação
direta com o sistema nervoso, enviando-lhe constantemente informações
sobre o meio externo.
Comunicação pele-sistema nervoso
Do cérebro e da medula espinhal partem nervos, que se ramificam
como os galhos de uma árvore e se dirigem a todos os pontos
do organismo, incluindo a pele. Na pele, filetes nervosos chegam
à derme (segunda camada da pele), aos vasos e à camada
mais superficial, a epiderme.
As mensagens entre o sistema nervoso e a pele se dão por
meio de substâncias químicas, chamadas neuropeptídios,
que levam o código dos pensamentos ocorridos na mente para
a pele.
Em sentido inverso, a pele envia ao cérebro suas mensagens
por meio de mediadores químicos produzidos por suas células,
que viajam até o sistema nervoso central pelo sangue ou pelos
nervos, lá gerando pensamentos.
A comunicação entre mente, sistema nervoso e pele
é constante e imediata, provocando alterações
muito sutis, na maioria das vezes invisíveis e não
percebidas pelas pessoas, como as alterações na produção
do suor.
No próximo
artigo, veja como algumas doenças podem originar-se dessa
comunicação.
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Colaboração:
Dr. Roberto Azambuja - Dermatologista |