Como manter a pele
livre de estresse
O que é o estresse e como ele afeta
o corpo
Pelos aspectos anteriormente focalizados, de comunicação
geral das células por meios dos mensageiros químicos,
todos os órgãos podem ser afetados por qualquer tipo
de estresse que atinja o organismo, inclusive a pele.
Entende-se por estresse o esforço que o organismo realiza
para adaptar-se a condições que contrariam sua natureza
e seu equilíbrio e que provocam mal-estar ou sofrimento.
Isso pode ocorrer por motivos físicos (uma inflamação
dentária, p.ex.), ambientais (um local com ruído acima
de 85 decibéis, p.ex.), químicos (sede ou alimentos
gordurosos, p.ex.) ou psicológicos (medo de falar em público,
p.ex.).
Em qualquer dessas situações o corpo tem que adaptar
seu funcionamento para poder garantir a sobrevivência e isso
exige gasto energético. Esse excesso de demanda de
energia é o estresse. Qualquer que seja sua origem,
ele afeta o corpo por inteiro. Para exemplificar, em toda situação
estressante há algum grau de contração da íris,
mesmo que o evento nada tenha de visual.
O estresse e a pele
Assim, mesmo que o estresse não atinja diretamente a pele,
esta apresenta reações pelo reconhecimento do estresse
que afeta outro setor do organismo. A primeira reação
é o aumento da perspiração, isto é,
da eliminação imperceptível de suor. Na ocorrência
de um estresse mais intenso, a pessoa se dá conta de que
está suando numa situação em que não
deveria. Outras reações de estresse na pele são
a diminuição ou o aumento da circulação
sanguínea (causando palidez ou rubor), o aumento da secreção
sebácea e a ereção dos pêlos.
Esses sinais denunciam que a pele está participando da reação
geral de estresse, também chamada síndrome
geral de adaptação. Todo estresse é acionado
por um aumento da secreção dos hormônios adrenalina
e cortisol, que preparam o organismo para reagir numa situação
de emergência ameaçadora da sobrevivência.
Entretanto, eles também levam a uma diminuição
da função do sistema imunitário, encarregado
da defesa do corpo contra agentes estranhos. A pele contém
elementos que a caracterizam como órgão imunitário
e, portanto, ela tem sua função diminuída em
condições de aumento destes hormônios. Isso
facilita a instalação de doenças para as quais
o indivíduo tenha propensão ou tendência genética.
Daí porque é importante, para a saúde da pele,
controlar os efeitos do estresse.
Esteja atento aos sinais de estresse e aprenda
a combatê-los
De modo geral, tendo em vista seus efeitos destrutivos e o reconhecimento,
hoje, de que o estresse é a maior causa de desencadeamento
e de manutenção de doenças, é preciso
que todos estejam atentos para situações estressantes.
É importante, também, neutralizar os efeitos do estresse,
para seguir um estilo de vida facilitador da saúde, pela
liberação das células para a execução
de suas funções normais. A pele está incluída
nesse programa.
Em princípio, todas as pessoas deveriam levar um ritmo de
vida conforme a natureza do organismo. As condições
de civilização atuais, entretanto, criaram uma maneira
de viver totalmente contrária, em todos os aspectos, ao que
o organismo necessita.
Compete a cada um, então, verificar em que pontos pode neutralizar
o impacto negativo da vida civilizada moderna e manter seu corpo
livre da sobrecarga dos desgastantes hormônios do estresse.
Basicamente podemos atingir esse objetivo colocando em prática
recursos muito simples, de custo zero e absolutamente naturais.
Seu objetivo é atender as necessidades básicas do
organismo, que são: nutrição adequada, atividade,
repouso e mente tranqüila. Podemos, para esse fim, reuni-los
em 7 atitudes: alimentação alcalinizante, atividade
física adequada, repouso suficiente, relaxamento, respiração
completa, meditação e visualização.
Vamos explicar, cada um desses recursos. Em conjunto, eles garantirão,
tanto quanto possível nas condições em que
vivemos, uma pele com o nível natural de estresse. Começaremos
pela alimentação
alcalinizante.
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Colaboração:
Dr. Roberto Azambuja - Dermatologista |