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Meditação: novas comprovações do seu valor

Progressivamente, a meditação, em várias formas, tem sido adotada por um número crescente de especialistas como coadjuvante dos tratamentos alopáticos. Por observações clínicas já se tem certeza de que ela concorre para facilitar o efeito dos medicamentos, o transcurso de operações e o pós-operatório.

Aplicada em doenças crônicas, tem sido observada diminuição de sintomas, que é variável em cada pessoa, e atitude positiva dos pacientes no enfrentamento das dificuldades por elas causadas.

Pesquisa

Desde a pesquisa inicial do fisiologista Robert Keith Wallace e do cardiologista Herbert Benson, publicada em fevereiro de 1972 na revista Scientific American, têm sido comprovados os efeitos fisiológicos da meditação, entre eles relaxamento muscular profundo, diminuição dos ritmos cardíaco e respiratório, diminuição da pressão arterial e aumento da resistência da pele.

Em 2003, Richard Davidson e colaboradores, do Laboratório de Neurociência Afetiva da Universidade de Wisconsin, publicaram, na revista Psychosomatic Medicine, uma experiência de controle de efeitos da meditação no cérebro e no sistema imunitário.

Durante oito semanas, 25 pessoas passaram por uma prática de meditação da mente plena e foram comparadas com 16 pessoas comuns, não meditantes. A meditação da mente plena consiste em observar sensações corporais, pensamentos e emoções, percepções de agradável, desagradável ou neutro e experiências de impermanência e vazio de autoexistência e deixá-las ir sem se envolver e sem julgar.

Os pesquisadores fizeram a tomada da atividade elétrica do cérebro dos participantes de ambos os grupos, por meio de eletrencefalograma, antes das oito semanas, logo após e depois de quatro meses. Para verificar o comportamento do sistema imunitário, aplicaram vacina contra o vírus da gripe logo após o período de treinamento.

Ao fim desse tempo, puderam comprovar, no grupo meditante, aumento significativo da atividade elétrica do córtex anterior esquerdo, área ligada a emoções prazerosas, aumento significativo do título de anticorpos contra o vírus da gripe e uma correlação direta entre a quantidade de ativação do córtex cerebral e o aumento dos anticorpos.

Confirmações

Essa pesquisa confirma aquilo que era conhecido por meio da observação clínica: que a meditação torna as pessoas positivas e tranqüilas, contribui para o aumento de emoções prazerosas e essas emoções, pelos mediadores químicos envolvidos, leva a uma ativação do sistema imunitário, ou seja, a um incremento da resistência a doenças ou da facilitação da cura.

Isso demonstra a contrapartida dos efeitos do estresse sobre o organismo, que, até há pouco tempo, era o objetivo das investigações. Agora, buscam-se os caminhos e os mecanismos da cura e da saúde.

Fica claro, assim, que tinham razão os médicos que, interessados nas tradições do Oriente, passaram a incorporar à sua prática clínica alguns recursos das medicinas indiana e chinesa. A meditação, pelo que as experiências científicas vêm demonstrando, neutraliza o estresse e isso provoca uma mudança profunda no organismo e facilita os recursos naturais de cura.

Colaboração: Dr. Roberto Azambuja – Dermatologista Sócio Titular da SBD

 

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