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Polifenóis da alcachofra não têm comprovação científica

Médicos que se intitulam dermatologistas mas que não possuem título de especialista na área têm recomendado na mídia injeções locais de polifenóis da alcachofra para “secar” a gordura da parede do abdômen. O apelidado “abdomen de tanquinho” virou febre no país e ganhou a adesão de pessoas, algumas famosas, interessadas em ter a barriga sarada com menos esforço.

Publicações científicas sobre esta substância trazem alguns relatos pouco convincentes sobre propriedades antioxidantes e preventivas de acidentes cardiovasculares após sua ingestão oral. Não existem citações médicas sobre o seu uso em injeções subcutâneas que, portanto, não devem ser utilizadas até que pesquisas científicas comprovem sua eficácia e segurança.

Efeitos a longo prazo não são conhecidos

Por incompreensão e desejo de imediatismo, criou-se uma compulsão para melhorar rosto e corpo que leva pessoas a cometerem extremismos preocupantes. Assim, ao surgir um novo “milagre estético”, não se leva em conta o rigor científico e a novidade passa a ser rapidamente adotada, sem receio de possíveis efeitos negativos.

Por que não exigir para tratamentos estéticos, o mesmo rigor que se adota para o uso de qualquer tratamento médico? Estas drogas são absorvidas pelo corpo tal qual antibióticos, antidepressivos ou hormônios. Não se conhece o seu metabolismo, toxicidade e efeitos a médio e longo prazos. Por que aceitar tratamentos sem respaldo científico, expondo ao risco nossa saúde pelo simples apelo estético?

Candidatos a tratamentos estéticos devem ter um organismo sadio. É uma afronta aos preceitos básicos da Medicina, que tais tratamentos lhes desencadeiem doenças ou anormalidades. Amargos exemplos deixaram lições: as injeções de fosfatidilcolina (o lipostabil), que teriam a mesma função das de alcachofra, têm hoje o seu uso proibido pela Agência de Vigilância Sanitária, pela falta de comprovação científica e por desconhecimento de efeitos colaterais, além das complicações que o seu uso causou.

Beleza é resultado de um conjunto

Medicamentos e procedimentos estéticos novos, seguros e eficazes, não são tão numerosos como nos fazem crer as notícias da mídia que se antecipam à ciência. São necessários anos de estudos até que se revelem seguros.

Não condenamos os procedimentos estéticos, os apreciamos e os praticamos. Mas necessitam de aprovação científica antes da sua adoção. A saúde e a beleza do corpo resultam de um conjunto de fatores que envolve, além da genética, hábitos ligados à boa qualidade de vida física e mental.

Fonte: Revista Ensino Superior – SP (Artigo da Dra. Bogdana Victoria Kadunc).

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