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Doenças da Pele

Penfigóide bolhoso

O que é?

O Penfigóide bolhoso é uma doença crônica (de longa duração), autoimune, que atinge principalmente pessoas acima de 60 anos de idade, de ambos os sexos, formando bolhas grandes e tensas na pele. Em alguns casos, também pode atingir as mucosas.

A formação das bolhas ocorre devido ao ataque, por anticorpos, contra a membrana basal, uma fina camada fibrosa que conecta a epiderme, que é a camada mais externa da pele, com a derme, segunda camada. A causa deste ataque é desconhecida.

Já foi descrito o surgimento da doença após exposição à radiação ultravioleta, radioterapia ou uso de alguns medicamentos.

Manifestações clínicas

A doença é caracterizada pelo surgimento de bolhas espalhadas pelo corpo, com predileção por áreas de dobras da pele, como as virilhas e axilas, abdomen, coxas e braços, geralmente acompanhadas por prurido (coceira). Em alguns casos as bolhas podem ser precedidas por lesões semelhantes às da urticária.

As bolhas características da doença são grandes, preenchidas por líquido transparente ou contendo sangue, e não rompem-se facilmente. A pele ao redor das bolhas pode ter aspecto normal ou estar avermelhada. Quando as bolhas se rompem, deixam ferida sensível ou dolorosa que, em geral, não dão origem a cicatrizes.

O penfigóide bolhoso pode apresentar períodos de melhora e piora. O acometimento das mucosas é raro e, quando ocorre, as lesões costumam ser discretas.

Tratamento

A finalidade do tratamento é diminuir a formação das bolhas e promover a cicatrização das feridas resultantes. Os medicamentos mais comumente utilizados tem ação antiinflamatória (corticosteróides, tetraciclinas, dapsona) ou imunossupressora (azatioprina, methotrexate, ciclofosfamida).

Corticosteróides de uso tópico podem ser uma opção nos casos com lesões localizadas ou em associação com medicações orais, na tentativa de reduzir as suas doses e evitar possíveis efeitos colaterais.

Como a doença atinge principalmente idosos, a terapia deve ser individualizada para cada paciente pelo médico dermatologista, buscando-se a menor dose possível de medicação que seja suficiente para controlar a doença e levando-se em conta a presença de enfermidades preexistentes ou outras condições de saúde que são comuns nas pessoas desta faixa etária.

Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista

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