Pênfigos
O que são?
Os pênfigos são doenças que causam o aparecimento
de bolhas na pele e, algumas vezes, nas mucosas. Eles têm
como característica comum a localização das
bolhas na camada mais superficial da pele, a epiderme.
Um mecanismo imunológico, de auto-agressão, faz com
que anticorpos ataquem a pele, provocando a perda da aderência
entre as células da epiderme, causando as bolhas.
Existem diferentes tipos de pênfigos. Os 2 principais são
o Pênfigo Vulgar e o Pênfigo
Foliáceo. O Pênfigo Foliáceo tem uma
variedade que ocorre no Brasil, na região centro-oeste e
nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, conhecida
como Fogo Selvagem.
Manifestações clínicas
- Pênfigo Foliáceo: conhecido como
Fogo Selvagem, acomete principalmente adultos jovens e crianças
que vivem em áreas rurais, próximo a rios e em algumas
tribos indígenas. A doença caracteriza-se pelo aparecimento
de bolhas superficiais, que confluem e rompem-se facilmente, deixando
a pele erosada (em carne viva) e formando regiões avermelhadas
recobertas por escamas e crostas.
As bolhas começam pela cabeça, pescoço e
parte superior do tronco e depois espalham-se por todo corpo,
mas não ocorrem nas mucosas. As lesões são
dolorosas, com sensação de ardência e queimação,
que originou o nome Fogo Selvagem.
- Pênfigo Vulgar: é o tipo mais
grave e aparece, na maioria das vezes, em indivíduos com
idade entre 30 e 60 anos. Em mais da metade dos casos, começa
com lesões dolorosas na mucosa oral, semelhantes a aftas.
Mais tarde, surgem bolhas na pele contendo líquido límpido,
turvo ou sanguíneo, que confluem e rompem-se deixando áreas
erosadas, semelhantes a queimaduras, mais profundas que as observadas
no Pênfigo Foliáceo.
As lesões também são extremamente dolorosas
e o comprometimento da mucosa oral provoca dor ao engolir, dificultando
a alimentação, o que contribui para a queda do estado
geral do paciente.
A confirmação do diagnóstico dessas doenças
é feito através da biópsia,
com a retirada de uma bolha e exame desse fragmento da pele no microscópio.
Tratamento
O tratamento visa suprimir a auto-agressão, bloqueando o
ataque dos anticorpos à pele. O principal medicamento utilizado
é o corticosteróide em doses altas. Muitas vezes o
paciente precisa ser hospitalizado até o controle da fase
mais grave.
Também são utilizados medicamentos coadjuvantes para
tratar as infecções secundárias que podem complicar
a doença, e para controlar os efeitos colaterais provocados
pelos corticosteróides. São importantes os cuidados
gerais, como a limpeza das lesões, a hidratação
e a dieta do paciente.
Outras drogas imunossupressoras são associadas nos casos
mais difíceis e resistentes ao tratamento com os corticosteróides.
O dermatologista
é o profissional capacitado para o tratamento dos pênfigos.
Colaboração: Dr.
Ricardo Barbosa Lima - Dermatologista
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