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Finasterida e dificuldades sexuais

Recentemente, foi publicado um artigo do endocrinologista Michael S. Irwig, da Universidade de Washington, no qual se investigou efeitos da droga Finasterida, utilizada para o tratamento da calvície, em especial no sexo masculino.

Foram investigados 71 pacientes entre 21 e 46 anos que fizeram uso do medicamento e relataram dificuldades sexuais. Segundo o estudo, 94% tiveram redução de libido, 92% relataram disfunção erétil e 69% apresentaram dificuldades de atingir o orgasmo.

O que chamou a atenção é que estas alterações permaneceram em média, por cerca de 40 meses após a interrupção do produto, algo que foge completamente dos achados de literatura conhecidos até hoje. Este estudo foi publicado no Journal of Sexual Medicine.

Estudo questionável e com população "viciada"

Algumas observações se fazem necessárias quanto à metodologia utilizada. As entrevistas foram realizadas por telefone, sem nenhum tipo de investigação clínica ou laboratorial.

Além disso, estes pacientes estavam cadastrados em um site em que as pessoas se cadastram para tirar dúvidas na medida em que apresentam algum distúrbio erétil, o que sugere uma amostragem que, além de reduzida, é viciada, ou seja, o estudo não foi realizado com os usuários do medicamento em geral e sim restringiu-se a usuários de um site sobre dificuldades sexuais.

Resultados não coincidem com os de estudos bem conduzidos

A nosso ver, este estudo deve ser visto com extrema cautela. O que temos hoje de comprovado, em estudos a longo prazo, feitos com metodologia científica comprovada, mostram que a finasterida pode provocar diminuição de libido em cerca de 1,8% dos pacientes, sendo que este efeitos podem desaparecer mesmo durante o tratamento ou, no máximo, até 3 meses após a interrupção do mesmo.

Nenhum estudo até o momento sugeriu este efeito a longo prazo relacionado com a droga. Além disso, devemos levar em  conta que a disfunção erétil, nos seus vários graus, pode se manifestar por inúmeros motivos, em especial causa psicológicas, doenças sistêmicas como diabetes, hipertensão arterial e outras alterações vasculares, entre outros.

A Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração de Cabelos se posicionou sobre o assunto dizendo que até o momento não existem dados baseados em evidência que confirmem a relação entre finasterida e efeitos colaterais sexuais persistentes nos numerosos estudos realizados e bem conduzidos.

Diz ainda que milhões de pacientes já se beneficiaram deste tratamento sem efeitos colaterais ou com mínimos e reversíveis efeitos coletarais e que é importante que a comunidade médica verifique relatos anedóticos e, se necessário, conduza novos estudos para fornecer informações precisas de modo que os pacientes possam fazer escolhas acertadas quanto ao uso da medicação.

Medicação é segura e eficaz

Portanto cabe-nos tranqüilizar a população masculina que se utiliza desta importante arma para controle da alopecia androgenética (calvície), droga esta que é aprovada pelo FDA (órgão regulador de medicamentos dos EUA) e que, quando bem administrada, sob supervisão médica, apresenta-se como uma das melhores alternativas para minimizar a evolução da calvície, problema que atormenta milhões de homens, e também mulheres, em todo o mundo.

Alopécia androgenética tratada com finasterida

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Tenhamos, portanto, muita cautela ao tirarmos conclusões que podem ser absolutamente precipitadas, e levar os usuários do medicamento a ter uma preocupação que não se faz necessária.

Colaboração: Dr. Francisco Le Voci - Dermatologista

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