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Alopécia androgenética (calvície, queda de cabelos)

O que é?

A alopécia androgenética, alopécia androgênica ou calvície masculina é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos levando a um processo de miniaturização dos cabelos de certas áreas do couro cabeludo.

A alopécia androgenética é resultado da combinação de herança genética com o efeito dos hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona).

Por isso, a diminuição dos cabelos só começa a se manifestar após essa fase da vida.

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A herança genética pode vir do lado paterno ou materno. Vários genes são envolvidos, que vão determinar variações na idade de início dos sintomas, intensidade, tempo de progressão e padrão de alopécia.

Ação da dihidrotestosterona (DHT)

A herança genética provoca, em algumas áreas do couro cabeludo, uma sensibilidade aos efeitos da dihidrotestosterona (DHT). Esse hormônio é um subproduto resultante da transformação da testosterona pela ação da enzima 5-alfa-redutase.

A DHT diminui a fase de crescimento do cabelo (fase anágena) das áreas sensíveis, de uma duração normal de 2 a 6 anos para alguns meses ou semanas. Isso ocorre juntamente com um processo de miniaturização dos folículos pilosos da região afetada.

A ação da DHT sobre os folículos pilosos a cada ciclo de crescimento dos cabelos leva à formação de fios cada vez menores e mais finos, até que atingem uma condição de fios rudimentares e imperceptíveis.

O resultado final deste processo é a calvície, com a ausência total ou quase total de cabelos nas áreas afetadas.

Manifestações clínicas da alopécia androgenética

A característica principal da alopécia androgenética é a queda continuada dos cabelos com substituição por fios cada vez mais finos e menores até a interrupção do crescimento, levando à rarefação dos pelos e ao afastamento da linha de implantação para trás.

A progressão do quadro leva à calvície masculina, caracterizada pela ausência de cabelos na parte superior e frontal da cabeça, poupando as áreas laterais e posterior.

alopécia androgenética
Alopécia androgência evoluindo para a calvície

Produção aumentada de oleosidade e descamação no couro cabeludo devido à dermatite seborreica (caspa), apesar de também poderem estar presentes acompanhando o quadro em alguns pacientes, não tem nenhuma relação com o processo de queda e diminuição dos cabelos da calvície masculina.

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As mulheres também podem ser atingidas, porém só muito raramente chegam à calvície total. Em geral, apresentam um quadro de rarefação difusa dos pelos que também tornam-se mais finos. Geralmente as manifestações da calvície feminina agravam-se após a menopausa.

Tratamento da alopécia androgenética

O tratamento visa o prolongamento da vida útil dos folículos pilosos retardando ou interrompendo o processo de queda dos cabelos.

Pode ser feito através do uso de substâncias aplicadas diretamente no couro cabeludo, como o minoxidil, ou com medicamentos por via oral, como a finasterida ou a dutasterida.

A finasterida revolucionou o tratamento da alopécia androgenética, pois bloqueia a ação da enzima que dá origem à DHT. A medicação tem eficácia no controle da queda dos cabelos na grande maioria dos pacientes tratados e até mesmo na reversão de pelos velus (finos e pequenos) para pelos normais, caracterizando a repilação (fotos abaixo).

alopécia androgenética
Alopécia androgenética tratada com finasterida

Saiba mais sobre o tratamento da alopécia androgenética com a finasterida clicando aqui.

Alguns pacientes podem se beneficiar de tratamentos com certos tipos de laser de baixa intensidade, microagulhamento e infusão de medicamentos através de microinjeções.

No caso das mulheres, produtos que diminuem a ação dos hormônios androgênicos sobre os cabelos também são uma opção de tratamento.

A indicação do tratamento mais apropriado vai depender de cada caso, devendo ser feita por um médico dermatologista, pois o quadro clínico varia muito de paciente para paciente.

Outras imagens

Veja mais imagens de alopécia androgenética.

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Publicado por: Dr. Roberto Barbosa Lima – Dermatologista Titular da SBD
Site: www.barbosalima.com.br
Instagram: @dr.robertobarbosalima

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Dr. Roberto Barbosa Lima

Coordenador do Dermatologia.net

Especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

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